A comunidade de Urubu fica localizada no município de Trairí, Diocese de Itapipoca, no Ceará. Lá mora a família da jovem Valderez. Da jovem que tem sonhos e sorrisos, e um deles é de ver a terra do quintal se colorindo e produzindo. Desde dezembro de 2010 Valderez começou a preparar o espaço onde seria cultivado o sonho da produção em terra árida. Janeiro foi o mês da plantação, época em que a semente ganhou a terra. Em um espaço de 30×30 metros quadrados com imensa dificuldade de água ela vê, por vezes, as plantas morrerem, mas ela não desiste. “No começo tentamos fazer um tanque aqui, mas não deu certo, não segurou água”, conta. Caminhou longe para ter como aguar. “A água para o quintal vem da cacimba que parte da comunidade retira água para beber e nunca ninguém reclamou porque eu pego água para o quintal, mas mesmo de lá tem épocas que acaba”, доклади,,pt,И така, дойде домати,,pt,пъпеш,,pt,пипер,,pt,картофи и фасул,,pt,да се започне, а също и много лечебни растения,,pt,който вече е традиция за растителна семейство,,pt,Техниката на почвата покрити и капково напояване да се възползват от всяка вода капчиците,,pt,Valderez предвид, че не отива в задния двор отрова,,pt,всичко се внимава с оборски тор,,pt,Дори и с всички проблеми на водните младите започва да произвежда разсад, които се споделят с цялата общност,,pt,"И без вода трион,,pt,ах,,en,Ако сте имали вода,,pt,жадува,,es,Тя също така казва, че братята Ismar и Елисанджела винаги помагат да се грижи за двора,,pt,Valderez има,,pt,години и е едно поколение, което има огромно предизвикателство пред,,pt,в опазването на околната среда,,pt.

E assim vieram tomate, melão, pimentão, batata e feijão, pra começar e também muitas ervas medicinais, que já é uma tradição da família plantar. O solo coberto e a técnica de irrigação por gotejamento para aproveitar cada gotinha de água. Valderez conta que em seu quintal não entra veneno, tudo é cuidado com estrume. Mesmo com toda a dificuldade de água a jovem já começa a produzir mudas que são compartilhadas com toda a comunidade: “E é sem água viu, ah! Se tivesse água!", suspira. Ela também conta que os irmãos Ismar e Elisângela sempre a ajudam a cuidar do quintal

Valderez tem 19 anos e é de uma geração que tem um desafio enorme a sua frente, na preservação ambiental. Um desafio totalmente distinto de tudo o que já foi vivido em outras épocas. Estamos vivenciando uma crise socioambiental sem precedentes expressa pela maior perda de biodiversidade da história do planeta, escassez de recursos fundamentais à vida, desertificação dos solos e aquecimento global em uma degeneração exponencial das matrizes do planeta, tristemente causada pela nossa forma de habitá-lo. E é esse cenário que os/as jovens como Valderez tem o desafio de mudar.

O que hoje chamamos juventude é fundamentalmente a geração que nasceu nas décadas de 80 e 90 e que compartilham esse momento histórico. Foram as décadas nas quais se concentraram as maiores catástrofes ambientais geradas pela ação humana e também quando se passaram a difundir maior volume de informações sobre as questões ambientais.

Uma constatação já feita é que as culturas dominantes da espécie humana não sabem como viver no mundo de maneira harmônica, e que este é um aprendizado urgente para reverter a situação socioambiental em todas as esferas: política, econômica, ecológica e social. As gerações juvenis têm o desafio de transformar radicalmente nossas formas de produção, consumo, e relações socioambientais como cidadãos/ãs, produtores/as e consumidores/as.

Източник: Cáritas Regional Ceará